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19:51 h. Terza feira, 21 de Maio do 2013

Opinión

Valentim Fagim

Valentim Fagim

Professor de português da EOI de Compostela e co-autor de "O galego é uma Oportunidade" junto a José Ramo Pichel.
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Abrir portas e conectar

Hoje acordei com umha interessante campanha da Federación Galega de Parques Empresariais. O cartaz mostra um mapa onde, partindo da Galiza, surgem várias linhas vermelhas que nos conectam com diferentes continentes através do Brasil, a África Lusófona e Timor. O lema, auspicioso, O galego, chave para os teus negocios no mundo. O texto inferior lembra-nos que mais de 200 millóns de persoas falan portugués. Aproveita o valor da túa lingua.

O mundo empresarial sempre tem sido opaco, em sua maioria, ao uso do nosso idioma nas suas atividades profissionais. “Nom vende”, costuma dizer-se. Entre o movimento de promoçom social da nossa língua esta atitude tem provocado quer campanhas para resolver este desafio, quer desmotivaçom, dando finalmente a batalha por perdida.

Entre as muitas máximas de gestom há umha da qual gosto especialmente: nom colocar objetivos inatingíveis. Se a nossa aspiraçom é que o empresário médio passe a usar a nossa língua em todas as secções da sua empresa ou, melhor, se torne ativista da nossa língua e funde umha Convergencia i Unió nacional, as auto-estradas da deceçom estám abertas de par em par e nem é preciso saltar-se a portagem, simplesmente nom há portagem.

A presente campanha mostra-nos umha chave para abrir umha porta no mundo empresarial e que o galego passe de ser ignorado a ter sido em conta. A chave tem a ver com a conexom. Se a nossa língua serve para criar conexões com outros países onde o castelhano nom conecta, ou conecta pior, o valor do galego aumenta consideravelmente.

Esta versom de galego conectado tem a virtude de abrir portas nom apenas no mundo empresarial como também em muitos outros ámbitos sociais. Torna as aulas de galego no secundário mais atrativas, mostrando o planeta que se expressa na nossa língua, as suas gentes, lugares e produções culturais enterrando, de passagem, nom poucos preconceitos. Abre as possibilidades de os nossos artistas difundirem a sua obra, nomeadamente no campo da música como Cantos na Maré e a Central Folque têm evidenciado. Facilitam que o galego-falante médio poda ter altas quotas de soberania linguística na sua interaçom com a Internet, o computador, a informaçom ou o telemóvel.

O dia que os partidos políticos galegos tenham como prioridade esta versom conectada do galego, muitas serám as portas que se abram e os lamentos que se fechem.

 

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