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5:57 h. Domingo, 26 de Maio do 2013

Opinión

Nemesio Barxa

Nemesio Barxa

Avogado.Experto em direito civil galego. Presidente da Irmandade dos Vinhos Galegos.
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Indignado

Ao olhar os jornais esta manha sentim nojo, indignação, raiva, despreço ante a noticia de que o Sr. Nuñez Feijoo manifestou num clube de empresarios que defendem o uso da lingua galega (?) que “... longe de empequenecer, a galeguidade engrandece. E o idioma tambem. numa escenificação da estulticia, cinismo, impudicia e desvergonha no topo do que ja nos tem habituados este senhor. Pode mentir, como ja mentiu, sobre as preferentes, pode mentir, como ja mentiu, sobre a inocencia na desfeita das Caixas de Aforros, pode mentir, como ja mentiu, nos postos de trabalho a criar, nas ajudas a dependentes, no concurso eólico, nos contratos do naval, etc., mas fazelo em algo no que procedeu com total sanha, rancor e despreço como é o idioma é um exercicio de descaro e provocação imperdoavel. Como, se o auditorio era de empresarios comprometidos com o idioma, não houvo ningum que denunciase esta falacia? Não ha lugar a dúbidas sobre a actuação negativa de este senhor ja não ao normal discurrir (com todos os atrancos sociais e legais) do nosso idioma senom agredindo com actuações e normativas (i)legais ao uso e conhezimento que necesita uma lingua propria, derogando incluso as precedentes normas levemente favoraveis á sua pervivencia na sociedade galega. Acaso nom forom um clamor popular as manifestações levadas a cabo desde o inicio da legislatura a favor do idioma e em contra das medidas represivas tomadas polo governo de ese senhor e seus adláteres? Por bem, ese senhor (suponho que com gargalhada interna) vai e dize que o idioma (que ele deningra) engrandece. Quando a Administração da Xunta entrega obras e serviços públicos a empresas de fora do país, o Sr. Feijoo manifesta que “as empresas tenhem identidade territorial. Quando essa identidade é aberta como a nossa, não limita a sua expansão senom que lhe proporciona mais vitalidade para competir”; nem esta manifestação provocou resposta do assistentes.

E ainda dixo mais, que “...a transiciom galega consistirá em que o galeguismo seja adquirido por todos os galegos”, quando este senhor está expulsando da sociedade galega o mais importante sinal de identidade que temos, que é o idioma. Que “galeguidade” podemos ter se perdemos o idioma?

Sentim nojo e ganas de trousar lendo estas manifestações obscenas, procaces e insolentes em boca de pessoa que pasará á triste histria de este pais como o “desgaleguizador”.

Ao fio desto penso que realmente o “galeguismo” merece uma mais intensa atenção por parte da sociedade. Pode que exista uma feble línea divisoria entre galeguistas e nacionalistas, mas deveriamos reflexionar em que galeguistas tambem somos os nacionalistas, o que ocorre é que representamos uma corrente dentro do galeguismo; galeguista era Franqueira e a sua Coalición Galega que se aproximava muito ao nacionalismo; galeguista era José Cuiña, que punha seu límite no autodeterminação; eram galeguistas Carlos Casares, Ramón Piñeiro, Alfredo Conde e tantos outros que se integrarom em postos de destaque no PP e no PSOE?, não sou quem para negarlhes essa qualidade, ainda que colaborasem com o espanholismo e centralismo mais rancio, votando incluso a favor de propostas prejudiciaes para Galiza; com todas as precauções não lhes negaria um sentimento galeguista (incoerente nos que publicando obras em galego, militam em partidos que ou não defendem ou atacam á lingua galega) e sería muito oportuno achegalos a um nacionalismo aglutinador que permita a convivencia de nacionalistas e singelamente galeguistas ou bem a sua captação por uma nova CG; poderia ser esse germolo CXG?; se assim fosse, bem vindo. Devemos reconhezer a realidade de que não temos país e que é preciso, como decia Castelao, “petar na alma do povo”.

E voltando ao do idioma, mentras aquí o Sr. Feijoo pretende enterrar o idioma, ainda que na proximidade das eleições utilice todo artificio e ardide para chegar aos galeguistas, na UE pretendem excluir o castelhano do modelo de patente europeo e perda de soberania do sistema jurídico sobre asuntos nacionaes. Muito curioso que mentras o governo espanhol luita por conservar as suas prerrogativas idiomáticas que se questionam, dentro das suas fronteiras atrente contra a supervivencia de outro idioma tambem nacional no territorio galego.

Há poucos dias o Sr. Rajoy em Vitoria mostrava seu enojo ante a actitude dos “nacionalistas que buscam problemas á gente num momento tanto delicado como o atual” (em clara referencia ao nacionalismo catalán), sem reparar em que seu governo, com todo o problema económico que empobreceu notoriamente este país, busca problemas inecesarios como a modificação da lei do aborto, segregação nas escolas, imposição de taxas para poder litigar, limitação económica para poder recorrer, etc., mentras seus mandarins acrescentam problemas aos galegos com normativas em Educação, restringindo o uso do idioma proprio, e retirando todo tipo de ajudas para promoção da lingua mentras as concedem a colegios privados e medios de difussão em espanhol.

Desculpade, vou tomar uma tila ja que sou um revoltado pacífico.

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